Wednesday, August 06, 2014

Blog de férias

É Agosto.

O blog está de férias. Divirtam-se

:)

Sunday, July 20, 2014

Manhã de domingo na Itália


Olho o céu de brigadeiro e exclamo:
Não!!!, um outro dia de calor infernal!
[se te mandarem ao inferno, venha visitar a Planície Padana no verão]

*

"O teu cérebro é feito de gordura."
...Hein? Mas não era a minha barriga?

*

Muitos povos não consomem laticínios. Leite é alimento de bebê. Laticínios me dão dor de cabeça. Então, escolho quando vale a pena ter dor de cabeça e tenho só um pouquinho por dia (meio quilo de Parmiggiano pra acompanhar a cerveja, a mão lambuzada de Gorgonzola, um pote gigante de sorvete...) e evito quando posso.

*

Café da manhã, nada de manteiga ou queijo: pão com azeite extra virgem de oliva italiano.
E não é que é bom?
.

Saturday, July 12, 2014

Tag - responda se quiser

A Georgia, do blog Saia Justa, me convidou para um meme. Fazia tempos que não via uma corrente nos blogs (coisas da pré-história blogosférica) e já tinha decidido não mais participar.

Acontece que sinto falta da interatividade que existia antes dos facebooks da Net. Resolvi responder.


O mundo seria muito mais feliz se ... 
Todo mundo praticasse meia hora de meditação por dia (pelo menos teríamos trinta minutos de sossego)

Uma amizade é realmente importante quando ... 
O amigo é rico

Paciência e tolerância são para mim ... 
Objetivos nem sempre alcançados

Algo que me irrita profundamente é ... 
Cerveja quente

Acho que as pessoas mais humildes ... 
Deveriam aprender a dançar e a sorrir mais

Quando o dia amanhece nublado eu ... 
Já sabia: tenho insônia e acordo de madrugada

Uma qualidade indispensável nas pessoas é ...
Ter dinheiro. Quem tem dinheiro é tolerado por todo mundo e tem um monte de admiradores 



Eu deveria passar para outras seis pessoas, mas pouca gente vem ler o que escrevo. Se você caiu neste blog por engano e quer participar, fique à vontade e deixe um comentário. Depois eu passo por lá para conferir.
.

Sunday, July 06, 2014

A fauna de verão



E quem é que tem coragem de confessar as próprias descobertas infantis? Sim, porque achei infantilidade minha ficar surpreso com a existência de pernilongos na Itália, anos atrás. O que eu esperava? Que no primeiro mundo fosse tudo possível e perfeito? [cá entre nós, precisamos urgentemente rever o conceito de “primeiro mundo”].  Frio, calor, temporais, secas e – por que não? – pernilongos: tudo igualzinho. E é assim que tem que ser.

▬ ...Quem é esse tal de Lunedil?

Noutro dia li que “as mudanças climáticas já estão tendo impacto sobre a economia americana.” Como assim, “já”? Só descobriram agora? Quando o ciclo natural do planeta é alterado, todas as atividades são afetadas (sim, eu sei que o ritmo natural do planeta é de mutação constante, mas a ação humana tem acelerado o processo). Perguntem aos pernilongos como a vida deles mudou nos últimos anos. Chegam sempre adiantados ou atrasados. Para garantir a sobrevivência da espécie, estão modificando o ritmo de procriação [teoria minha, nada de científico, mas merece ser estudado].

▬ Róbsu! Ô Róbsu!, quem é esse tal de Lunedil aí, Róbsu?

▬ Lunedì, ele se chama Lunedì.

▬ E quem é esse cara?

▬ Amigo meu, ‘cê num conhece não. Ele só vem quando ‘cê num tá’qui.

O certo é que os pernilongos perturbam um bocado e eu ainda não descobri a utilidade deles. Se servem para alimentar andorinhas e outros pássaros, eu toparia dar comida às aves em troca da extinção deles, os pernilongos. Melhor não, quem garante que a boa vontade se perpetuaria?

▬ E por que ele só vem nos dias que eu um tô?

▬ Sabe que ele perguntou a mesma coisa de você? E, depois, quê isso? Tá cum ciúmes ou quer conhecer o cara?

▬ Ih, cara, sai pra lá! ...Eu, com ciúmes? Sai pra lá, lubisomem!

▬ Então eu apresento ele pra você.

▬ Eu não. Vê lá se eu quero conhecer alguém que chama Lunedil!

▬ Lunedì, ele se chama Lunedì.

▬ O acento no nome dele tá errado. Num existe crase no i.

As gerações futuras teriam dificuldade para entender porque escolhemos alimentar os pássaros em troca da extinção dos pernilongos. As aves seriam extintas e, aí sim, o mundo ficaria uma merda. Melhor deixar os pernilongos.

▬ No caso dele, tá certo assim. Lunedì é italiano.

▬ ...Piorou.

▬ ‘Cê num gosta de italiano?

▬ Quem gosta de massa é pedreiro, eu sou gente fina.

▬ Que mais que ‘cê num gosta?

▬ Galinha.

▬ ‘Magina!, nós comemos frango ontem.

▬ Frango tem carne macia, eu não gosto é de galinha. Galinha, pra mim, só de batom e salto alto.

▬ Tá ficando muito enjoado.

Quando estive em Angola descobri que reclamava de barriga cheia: lá sim que tem pernilongos. Na volta, aprendi a fazer um repelente caseiro que funciona de verdade: coloque uns 30 gr de cravo da Índia em 100 ml de álcool e deixe em local escuro por uns quatro dias; coe e dilua em 500 ml de óleo de amêndoas (ou outro óleo para o corpo); passe quando for encontrar com pernilongos. Eles vão detestar e evitar chegar perto.

▬ Prest’enção, cara! ‘Cê pegou um peixe!

▬ Oba!, hoje vamos comer peixe na brasa.

▬ A brasa tá acesinha, só esperando ele.
                                                                                               
▬ ‘Bora pra casa comer esse peixe , Sexta-feira?

▬ Nós já estamos em casa, Róbsu. Nossa casa é uma ilha.
.

Saturday, July 05, 2014

Brasil e Colômbia - eu fiz a minha parte



O jogo começou às dez da noite, hora italiana. Trouxe petiscos e gelei a cerveja. Pra conferir, tomei uma. Gostei da nova escalação e, pela primeira vez, o futebol apresentado pela seleção nessa copa me agradou. Mais cerveja. Torcemos, gritamos, xingamos e deixamos os vizinhos mais idosos acordados até depois da meia-noite.

Tomei outra cerveja – em companhia, que beber sozinho não tem graça. Os comentaristas da RAI palpitam sobre tudo, mal lembram de comentar o jogo [que diacho o Matteo Materazzi está fazendo lá? Ele é um agente de jogadores e irmão do Marco Materazzi, aquele defensor que ficou famoso por ter levado uma cabeçada do Zidane na final de 2006. Se ao menos o Matteo fosse inteligente e sorrisse de vez em quando...]. Os narradores explicam – diversas vezes – que a economia de cartões e faltas marcadas é orientação da FIFA.

Se é verdade, quem deu tal orientação é um completo idiota. Ou provido de maquiavélica má fé: todo mundo sabe quem são as vítimas preferidas de jogadores faltosos.

Tomara que a pressão seja tão grande e rápida que mudem o critério antes do jogo desta noite. Detestaria ver outra cena como a do Neymar.

Tenho que lembrar de convidar os vizinhos para o próximo jogo. Vamos precisar de muita torcida. E muitas, muitas cervejas.
.

Sunday, June 29, 2014

Brasil x Chile: ainda bem que acabou

A amiga Alline trouxe a família para assistirmos o jogo Brasil x Chile.

Note a alegria dos nossos sorrisos pelo fim do jogo traumático:

.

Sunday, June 22, 2014

#fifaworldcup2014



Imponenete FIFA:

Eu sou da turma do sofá, aqueles que acompanham a Copa de 2014 pela tv. Tenho artigos Adidas, aparelhos Sony, estou muito tentado a voar com a Emirates na minha próxima vigem internacional, uso o meu cartão Visa, estive recentemente num Mac Donald’s e até bebi Coca-cola e trouxe para casa (sabe a quanto tempo eu não entrava num Mac Donald’s e não tomava Coca-cola?). Prefiro as cervejas locais, mas a primeira partida do Brasil foi regada a Budweiser e Hyundai muito provavelmente será a marca do meu próximo carro. Percebeu, dona FIFA? Sou quem paga a conta, o cara a quem vocês têm que agradar.

Contudo, atenção: todas as ações estudadas e desenvolvidas para me conquistar podem virar um terrível bumerangue. Como qualquer profissional de marketing bem sabe, a mensagem da propaganda deve estimular o subconsciente. Inclusive o meu. Quer saber como funciona o meu subconsciente? Depois da Copa de 1998, nunca mais usei nada da Nike – a única exceção é a camisa da Seleção, e a marca da Nike nela,só faz aumentar a minha antipatia.  Percebeu o “nunca mais”? Eu usava artigos da Nike antes.

Nasci e cresci no “país do futebol”. Aprendi  que estádio é lugar para se frequentar com amigos, é sinônimo de festa, alegria e rivalidade sadia (bem, nem sempre sadia). Batucada, bandeiras, papel higiênico, gritos de guerra, comida típica e aquela sensação de estar numa imensa lata de sardinha, fazem parte da memória do trocedor comum. Também aprendi a gostar da bagunça festeira dos estádios transmitida pela tv. Enfim, sou um torcedor de futebol.

E, como torcedor, estou muito decepcionado com a Copa no Brasil. Não, não vou falar da minha contrariedade pelo país ter despejado rios de dinheiro no espetáculo, quando as necessidades são outras. Nem do constrangimento pelas mortes de operários durante a construção de estádios, da falta de preparação para organizar um evento mundial (viram os chilenos que invadiram o Maracanã? – felizmente estavam armados apenas de paixão pelo futebol), ou das obras superfaturadas e incabadas. Estou frustrado é com as novas regras que desincentivam a participação popular. O padrão FIFA é cinza, morno, apático.

Apostaria o dinheiro da reforma do Maracanã – se o tivesse – que nenhum dirigente da entidade jamais assistiu a uma partida de futebol da geral. Sim, o velho Maraca e os outros estádios precisavam de reforma, mas descaracterizá-los daquele modo é extinguir anos de história de milhões de torcedores. Os novos estádios e aqueles reformados para a Copa são tristes. São, digamos assim, “padrão FIFA”. Alguém da federação já tentou correr numa arquibancada com cadeiras? Não dá certo, é perigoso. A geral permite (permitia) uma evacuação mais rápida. Além disso, as próprias cadeiras podem ser usadas numa briga entre torcidas (acontece aqui onde vivo hoje). A manutenção da geral evitaria ter de reduzir o número de assentos para deixar os corredores de evacuação.

Ainda estamos na primeira fase e a média de gols tem surpreendido. As seleções menores cresceram e as zebras frequentam os gramados com naturalidade, o que deixa o torneio muito divertido. Apesar disso, tenho visto cadeiras vazias até mesmo em partidas do Brasil (oi? Numa copa no Brasil?). Era praxe as grandes potências do futebol enviarem dois árbritos para as copas, mas uma estratégia de marketing decidiu flertar com países sem a cultura do futebol, levando juízes menos experientes com consequentes desastres. Numa copa não deveriam estar os melhores? Nenhuma declaração de dirigentes vai pacificar a revolta dos injustiçados.

Apesar da melhoria da qualidade técnica dos times, o espetáculo deixou de fora parte dele. Torcida faz barulho, canta, sacode bandeira, faz coreografia, participa. Obrigar torcedores de futebol a permanecerem sentados durante uma copa do mundo é não entender nada de emoção. Nem de futebol. É burrice. Impor regras inibidoras aos torcedores vai acabar afastando de vez o público dos estádios. O espetáculo perdeu a graça, como churrasco de filé. A entidade máxima do futebol mundial adiantou o processo de extinção do tatu-bola, pois o Fuleco, mascote oficial, não apareceu nem na abertura nem em qualquer outro lugar. A única imagem que vi dele foi na chegada de Zlatan Ibraimovich no Brasil, um jogador que não participa do torneio. Tudo porque a entidade está travando uma queda de braço pelo preço a ser pago? Que vergonha!

Pessoalmente tenho uma imagem muito negativa da FIFA. Essa copa está consguindo o que parecia impossível: piorar a reputação dos dirigentes. Coisas do meu subconsciente, que os patrocinadores – atuais e futuros – deveriam levar em consideração. Já imaginaram se clubes e jogadores decidissem fundar uma nova associação mundial do esporte, excluindo qualquer ligação com a FIFA? Já pensaram se os torcedores começassem a boicotar os patrocinadores envolvidos em eventos da FIFA?

Coisas do meu subconsciente. E de quantos mais?


Insatisfeito,

Allan

***

Post Scriptum

Faltou dizer: A FIFA não demonstra respeito nem conhecimento pelas culturas locais. Uma prova é o hino oficial da Copa. Tentaram fazer algo internacional esquecendo-se (ou não sabendo mesmo) que o Brasil, antes de ser o país do futebol, é o país da música. O resultado é medíocre e ruim. Já pensaram numa música para a Copa composta por Jorge Benjor?

Coisas do meu subconsciente.
.